Vícios, falhas e ruídos na Comunicação: saiba quais são os mais comuns e como evitá-los

O velho mestre Abelardo Barbosa, o Chacrinha (1917-1988) cunhou uma das frases mais célebres da Comunicação: “Quem não se comunica, se trumbica”. O “Velho Guerreiro”, como era conhecido popularmente, era um exímio criador de bordões e frases. Nesse sentido, uma outra frase dá mais sentido a que destacamos acima: “Eu vim para confundir, não para explicar!” Um autor desconhecido, provavelmente pessoa ligada à Comunicação, decidiu misturar isso tudo e ampliar o conceito, e assim teria criado: “Se quem não se comunica, se trumbica, quem se comunica mal, confunde e não explica”.

Os exemplos acima ilustram muito bem o quanto uma comunicação bem-feita é fundamental para pessoas e empresas. Aqueles que desejam cargos e salários melhores e aquelas que procuram fechar mais negócios e ampliar seus lucros devem acertar na mosca na hora de usar os canais de comunicação e suas formas. Mas os erros são muito comuns e há uma série de vícios de linguagem que aqui podemos chamar de ruídos e falhas na comunicação que, bem compreendidos devem ser evitados pelo bem de uma comunicação eficiente e que seja compreendida na sua integralidade pelo receptor, aquele que ouve, vê ou lê.

Assim, desde os primeiros vestígios da Comunicação, a partir do 30.000 a.C. por meio de representações pictóricas do Paleolítico Superior em paredes de cavernas subterrâneas, época em que surgiu o homo sapiens, até a era atual onde as comunicações estão se estabelecendo de forma digital, não-presencial e por meio de nuvens, muita transformação tem ocorrido nas formas oral e escrita de comunicação.

Nesse sentido o educador e pesquisador Marshall McLuhan (1911-1980) cunhou a frase “O meio é a mensagem”. Com isso, ele destaca que o poder transformador da mídia é a própria mídia e que a mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, ritmo ou padrão que introduz na vida humana. “A evolução das culturas é ditada pelos meios de comunicação sob a forma de novas tecnologias; isto é, eles seriam os principais responsáveis pelas transformações que nossa sociedade passa.”

Atentos então, à essas transformações, voltemos nossos cuidados para aquilo que pode prejudicar nossa capacidade de Comunicação Oral, uma vez que ela é vital para a vida pessoal e profissional de cada um. Para tanto, devemos considerar alguns aspectos técnicos e comportamentais:

  • Planeje o que falar;
  • Saiba do que está falando;
  • Fale com firmeza, no mesmo nível do interlocutor, sem elevar a voz e com respeito e educação;
  • Tenha boa dicção;
  • Fale o português corretamente;
  • Transmita confiança;
  • Seja humilde, não use de arrogância;
  • Mostre suas qualidades, valorize-as, mas não seja piegas, soberbo;
  • Seja simpático, sem querer parecer um puxa-saco;
  • “Vista-se para ser visto” – “Dress to impress”;
  • Seja ético;
  • Apresente-se bem. Sua apresentação pode abrir uma oportunidade.

Ao se considerar os itens acima, o interlocutor oral terá sempre uma boa chance de fazer uma comunicação eficaz, capaz de transmitir com clareza aquilo que deseja e com uma grande possibilidade de ser entendido por aquele que lhe ouve.

Passemos agora a observar aqueles itens que podem ser considerados vícios, falhas ou ruídos na comunicação. Mas, afinal, o que seria isso? É tudo o que pode dificultar a comunicação entre duas ou mais partes, interferindo na transmissão, perturbando a recepção ou dificultando a compreensão da mensagem, seja no meio físico, seja no meio linguístico.

Vamos citar alguns exemplos de falhas de comunicação:

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Para quem quiser se aprofundar, há outros vícios de linguagem que podem ser estudados: anfibologia, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, colisão, neologismo, tecnicidade.

Vamos citar agora alguns exemplos de ruídos na comunicação:

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Para finalizar, vamos observar as tirinhas abaixo e compreender os danos que uma comunicação ruim, cheia de vícios, falhas e ruídos podem provocar:

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